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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 Post By: circulosagradodevisõesfemininas

Lua Nova: ULTIMO encontro da rede Círculo Sagrado de Visões Femininas

Este projeto “Círculo Sagrado de Visões Femininas” sempre teve como maior intenção a liberdade das mulheres. Promover a livre expressão. Preencher o vazio comunitário social. Aliviar as dores por meio da partilha. Trazer o aprendizado pela experiência da outra, a  cura de uma para todas por meio da partilha das experiências. Usar a sabedoria sapiencial do corpo (ou ciclos, menstruação, parto e menopausa) para estabelecer novas possibilidades de vivencias.

Teve inicio comigo, depois de experiências de muitos tipos de círculos, decidindo fazer encontros na Lua Nova sozinha em 2007, com o intuito primeiro de ajudar a melhorar o fluxo hormonal pela troca. Convidava outras mulheres para darem palestras sobre suas experiências em vários ramos. No parto, na economia, na dança, na arte...Tivemos mulheres com historias impressionantes.

Foi a partir desse sentir que percebi que as mulheres que estavam ali presentes a  escutarem e a presenciar tais historias, fantásticas historias de mulheres e sua saga pela liberdade, sentiam-se alimentadas, nutridas e fortes para continuar na jornada da vida, optando por elas. E que isso deveria estar disponível para qualquer mulher. Qualquer. Como sempre foi. Embora silenciado por muitos anos, redesperto por grande mulheres no início da década de 70. Junto a descoberta de achados arqueológicos gradativamente essa possibilidade se tornava disponível.

Mas me incomodava principalmente, o fato de que o simples estava sendo enfumaçado. O simples da troca na diversidade no encontro de mulheres. Workshops, curso,  aperfeiçoamentos, especializações surgiam com a promessa de ensinar as mulheres a estar em círculos, e/ou a ‘lidera-los’ (??). E ficava cada vez mais implícito que para estar em círculos você precisava ser guiada. E isso não parecia nem de longe a proposta da equidistância do centro.

Mas olhando para traz na historia das mulheres que levantaram as lembranças de estar em círculos na década de 70, eu não via isso.

Para quebrar o paradigma, descentralizar e colocar os círculos de forma concêntrica era a intenção.

Bom, tendo isso e como sempre fui uma pessoa que gostava de articular com outras pessoas pelo mundo e pelo Brasil, imediatamente me vieram as pessoas que poderiam estar comigo nesse inicio. Naquele primeiro círculo que configuraria uma rede.  Ana Paula Andrade, Marcela Zaroni, Iony Ming, Jeruza e outras.... a partir daí a convocação das mulheres foi sendo feita pela inspiração que todas começaram a despertar em mulheres simples.


Percebi que deveria organizar de modo que a expansão se desse de forma que não houvesse dispersão. E que as sementes que estavam sendo plantadas pudessem vibrar de modo circular concêntrico. Ou seja, reverberando esfericamente. Para cima. Para Baixo. Para os lados. Para o centro. Tocando até mesmo quem não estivesse presente.

O que estava sendo plantando era a possibilidade de liberdade e de dialogo entre mulheres de diversas orientações religiosas, culturais, sexuais, econômicas. Um lugar para a nutrição da Rede-Revolução das mulheres.

E foi assim. Outras lindas mulheres chegaram. E nesse ir e vir, o  mar em abundancia. E a cada estação novas surgiam. Outras iam. O fluxo e refluxo natural de tudo que é vivo.


A rede crescia. Chegamos ao numero de 25 mulheres e suas respectivas co-guardiãs. E cada vez mais mulheres entravam em contato. E o bonito de se ver eram mulheres que as vezes nem nunca se quer participaram de um círculo de mulheres sentiam que podia também fazer parte dessa rede.
Pelo simples fato de se identificar.  

A orientação, gratuita,  que dávamos era simples e junto a isso pedíamos que:
cuidassem para que a sua religião pessoal  não fosse a cola;  nem que trabalhos terapêuticos de grupos norteassem a intenção; nem que se colocassem como guias, líderes, pois eram somente mulheres que agregava outras. Bem simples.


Plantamos sementes. Semaduras de liberdade. Círculo livre.


Essa semente é a liberdade. Algo tão caro e que ainda precisamos reivindicar. Algo tão poético mas tão pouco declamado.

Algo tão falado mas tão pouco vivido.
E  mulheres precisam dela. Move o sangue. Expande a alma.


E nesse movimento, mas uma vez libertário, com intenção prima de quebrar as amarras, A jornada do Círculo Sagrado de Visões Femininas em forma de rede chega ao fim.

O objetivo da rede foi atingido. Temos um sucesso espalhado em possibilidades de concretização de liberdade pelos quatro cantos da Terra.

Mulheres de diversos lugares do mundo sob varias circunstancias se sentem capazes de gestar círculos. De dar voz a outra irmã. De ouvir uma experiência e fazer uso dela. De criar vínculos de amor entre as mulheres.

Essa era a proposta do CSVF desde o inicio. Dizer as mulheres que qualquer uma, onde estivesse, independentemente de sua religião, orientação sexual ou poder aquisitivo e sem fazer curso ou Workshops algum poderia se quisesse sentar em círculo e com um sorriso no rosto ouvir e partilhar as experiências do legado do seu corpo.

O aprendizado da quebra de paradigma foi disposto. A cura foi atingida. O amor distribuído.

Sozinha podemos muito. Mas juntas sempre muito mais. Sentimos isso. Vivenciamos e aprendemos. Somos (todas as mulheres do mundo) as guardiãs da experiência sagrada de ser mulher independentemente de como escolheu vivenciar essa condição. Isso o que nos torna igual. Isso que nos torna singular.

Agora seremos o MEGA FONE da liberdade. Aos quatro cantos. Mundos. Vidas.

Faremos o ultimo encontro pela rede no dia 26 de outubro de 2011.

Este espaço será mantido como uma partilha, mais uma vez, do que foi vivenciado, aprendido e relembrado. Mas os encontros pelos CVSF não ocorrerão mais. Portanto, tanto o nome (Círculo Sagrado de Visões Femininas) e o logo ficaram salvaguardados SOMENTE nesse espaço coletivo. 

E para essa Lua Nova a lembrança de que:
-       só você é sacerdotisa de você mesma;
-       Só você é a mestra de si mesma;
-       Só você é a sua própria medicina: libertação ou cura;
-       Só você pode se revelar o caminho
-       Nada nem ninguém está autorizado a te manipular
-       Nada nem ninguém está autorizado a te aprisionar;

fDDas mulheres (guardiãs) que ajudaram a construir esse rede, muitas permanecerão fazendo círculos na Lua Nova. Portanto busquem informações junto ao grupo que freqüentavam para outros detalhes. 

Ainda em tempo, agradecemos especialmente por esse últimos meses, pela rede CSVF, mover energias para vinda do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas em Brasília. E, nesse momento, o encontro com a ajuda de muitas outras pessoas flui como aguas serenas com vias de profundas transformações. Nosso muito obrigada.

Nos encontraremos

Sigamos conectad@s

Nós, mulheres, aqui e inteiras. 


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